Sábado, 2 de Dezembro de 2006

A vida é um jogo de casino ... será?

Ok, fui ver o Casino Royale - não é bom, não é mau, não é Bond, James. É ... qualquer coisa.

Estava para escrever sobre este novo filme já há umas semanas, desde que estreou, mas fui-me contendo para não escrever sobre uma coisa que não tinha visto.

A critica jornaleira portuguesa aclamou o filme, o Rui e a Ana não gostaram. Eu, pelo que li, fiquei desejoso de o ver. Achei que ia ser um regresso aos tempos de Sean Connery, com o seu sorriso malicioso, de frieza e calma perante os adversários, de uma atitude mais terra a terra em vez de malabarismos fisicamente inconcebiveis. Para mim, um agente secreto tem que ser uma pessoa calma, confiante, discreta, enganadora, conhecedora e depois, com licença para matar, tem que o fazer quando necessário. Mas não me parece que a morte, nem o trabalho de um espião, seja uma piada - dai que não goste tanto do Roger Moore. Claro que como na vida, há espaço para tudo, mas a vida não é um show de stand up comedy - nem mesmo para os que fazem disso sua profissão.

Uma coisa é certa, as pessoas envolvidas no filme fizeram um esforço para refrescar o conceito de um filme 007. A começar pelas cenas a preto e branco do inicio, continuando com o genérico inicial - em jeito de antecipação do que viria a seguir, deve ser o genérico 007 com mais mortes - e acabando na correria que acompanha todo o filme - não só de lugares mas também correria de pernas, com Bond a correr atrás de tudo e todos. O que acaba por ser estranho; este é um Bond que parece estar permanentemente a reagir aos acontecimentos em vez de os provocar, orientar ou controlar.

Devo dizer que não tenho nada contra o Daniel Craig - acho que o principal problema até será do guião. Sim, porque às tantas até pensei que este filme tivesse um enredo, mas acho que me enganei. Acaba por ser um filme que mistura muita coisa para se acabar por não perceber nada. E a parte final... por momentos imaginei que tinha acontecido um acidente envolvendo a troca de umas páginas entre este guião e o guião do On Her Magesty's Secret Service. Mas nem isso se conseguiu fazer ... e pelo caminho pensei que Bond não iria resistir a um filme que tivesse mesmo um guião com história. A guiões sem história anda ele a sobreviver há décadas...

AVISO: CASO NÃO TENHAM VISTO O FILME E AINDA QUEIRAM IR VÊ-LO, IGNOREM O PARÁGRAFO SEGUINTE.

Então se me lembro bem, a Vesper concordou em desviar o dinheiro para uns tipos quaisquer porque tinham raptado o seu namorado e ameaçavam matá-lo. Depois conseguiu negociar a sua vida e a de Bond em troca do dinheiro. Ora e o que é que aconteceu ao namorado? Evaporou-se? Morreu? E se morreu, porque é que Vesper continuou o seu trabalhinho sujo? Aqui há gato ... e onde há um gato há um vilão!




Nota final para a música de abertura: quem teve a triste ideia??? Será Chris Cornell um músico pop? Não! Então porquê usar aquela voz sobre uma melodia que parece querer a qualquer momento fugir, explodir, saltar de dentro do poço da orquestra mas que nunca o faz? Porquê arriscar uma música e um músico mais alternativo e pesado e depois fabricar uma musiquinha muito polida e certinha com orquestrações a condizer? Ao menos deviam ter arriscado à séria e fazer uma música a abrir - ou então escolhiam outro músico. Aquele meio termo é que não me convenceu.

Concluindo, fico à espera do próximo. E deixem-se de tretas, o Daniel Craig é tão convincente com qualquer um dos outros... Mas não se fazem omeletes sem ovos; ou, já fazem?!?

Ah, e parabéns a mim que fui ao cinema sozinho - mais uma aposta ganha.
publicado por vmlf às 19:46
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